sexta-feira, fevereiro 06, 2015

NOSSAS CRIANÇAS E SEU DESENVOLVIMENTO

INTRODUÇÃO

                          Pensar em uma criança inserida na sociedade ativa requer pensar que não só a família é responsável pela aprendizagem da vida social, embora seja esta a que liga a criança ao mundo, mas também é importante pensar no papel fundamental que a escola exerce nesse processo de desenvolvimento social e cognitivo. Além de participar na construção de sua identidade, personalidade e interação com outros indivíduos, a escola deve dar total atenção à criança como pessoa, que está num contínuo processo de crescimento e desenvolvimento, compreendendo sua singularidade, identificando e respondendo às suas necessidades, não esquecendo que ela também precisa criar situações para que os pais reflitam sobre suas responsabilidades essenciais em todo processo vital e educacional.
É importante ressaltar que se acreditarmos que o principal papel da escola é o desenvolvimento integral da criança, devemos considerá-la em suas várias dimensões: afetiva, ou seja, nas relações com o meio, com as outras crianças e adultos com quem convive; cognitiva, construindo conhecimentos por meio de trocas com parceiros mais e menos experientes e do contato com o conhecimento historicamente construído pela humanidade; social, frequentando não só a escola como também outros espaços de interação como praças, clubes, festas populares, espaços religiosos, cinemas e outras instituições culturais; e finalmente na dimensão psicológica, atendendo suas necessidades básicas como higiene, alimentação, moradia, sono, além de espaço para fala e escuta carinho, atenção, respeito aos seus direitos. (MEC, 2005).
  Um dos objetivos mais importantes nesse processo de socialização é a construção de uma moral firme e sólida, aonde a criança vai diferenciando o que é certo ou errado para sua vida, conseguindo assim alcançar níveis de conduta moral e como se comportar diante deles; só assim conseguiremos compreender a escola como peça importante na construção de crianças socializadas, críticas e interativas.


DESENVOLVIMENTO

                             Durante muito tempo a humanidade conviveu com a separação dos mundos do saber e do fazer. “Quem pertencia ao primeiro estava dispensado do segundo excluído do primeiro”, observou Boa ventura de Souza Santos em Pela mão de Alice (Cortez, 1995).  Compreender a Criança através da educação implica reconhecê-la como uma prática inscrita e determinada pela sociedade e entender que, embora condicionada possa contribuir para a transformação das relações sociais, econômicas e políticas, na medida em que conseguir assegurar a todos um ensino de qualidade, comprometido com a formação de cidadãos conscientes de seu papel na sociedade. Reconhecidamente o trabalho infantil entendido como o trabalho realizado por crianças com idade inferior ou igual a 14 anos, ocorre tanto mais freqüente quanto mais baixo for o nível de renda da família a que a criança pertence, quanto menor o nível educacional dos pais, quanto maior o tamanho da família, quanto maior a instabilidade do emprego dos outros membros familiares, entre outros fatores. Entretanto é relevante destacar que, mesmo o trabalho infantil apresentando diversas causas, o principal motivo que leva à sua ocorrência é o baixo nível de renda familiar. Muitos economistas costumam ressaltar que “o trabalho infantil é uma simples manifestação de baixo rendimento familiar”. Essa conhecida vinculação entre trabalho infantil e pobreza que sempre estará presente em nossa realidade diária. Como as crianças aprendem? Todas ao mesmo tempo? Todas da mesma maneira? Por que aprenderam algumas coisas melhor que outras? Como ensinar para obter um melhor aprendizado? Essas perguntas são feitas entre os educadores há bem pouco tempo. Antigamente, acreditava-se que as crianças aprendiam apenas recebendo informações de um professor. O professor explicava, ditava regras, mostrava figuras. A criança ouvia, copiava, decorava e devia aprender. Quando não aprendia, culpava-se a criança (desatenta, irresponsável, desinteressada) ou falta de "jeito" do professor. Atualmente existem outras idéias sobre aprendizagem. Elas são o produto do trabalho de nós educadores que têm procurado responder as perguntas que são feitas no dia-a-dia das nossas salas de aula. A solução do desempenho de nossas crianças está em nossas mãos, embora, aparentemente, isso seja óbvio para a maioria das pessoas, pouco se faz para mudar o cenário atual e futuro.  Embora seja difícil o todo educador vale a pena compreender o fabuloso desenvolvimento de nossas crianças.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

                           De acordo com o século XIII, atribuíram-se à criança modos de pensar e sentimentos anteriores à razão e aos bons costumes. Cabia aos adultos desenvolver nelas o caráter e a razão, no lugar de procurar entender e aceitar as diferenças e semelhanças das crianças, e a originalidade de seu pensamento. Pensava-se nelas como páginas em branco a serem preenchidas, preparadas para a vida adulta. Resta também, nos questionarmos sobre a qualidade da educação oferecida para estas crianças dentro das creches e pré - escolas, visto que a origem das mesmas tinha por objetivo atender somente a população carente o que significou em muitas situações atuar de forma compensatória para sanar as supostas faltas e carências das e crianças e suas famílias.  Tendo em vista que a realidade de nossas famílias é bem diferente em todos os aspectos Cabe a cada um de nós pais, professores, educadores a responsabilidade de aperfeiçoar o ensino e motivar nossas crianças na busca da excelência profissional e ética. Só assim teremos no futuro uma sociedade onde foram trabalhadas as características de cada criança, levando-a a se tornar um adulto melhor capaz de construir seus próprios saberes.


REFERÊNCIAS

http://www.artigonal.com/ciencia-artigos/a-escola-na-formacao-do-cidadao-481121.html

ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro:
Zahar Editores, 1973.

BRASIL. Lei n.9394, Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Editora do
Brasil.

BRASIL. Ministério de Educação e do Desporto. Referencial curricular
Nacional para educação infantil. Brasília, DF: MEC, 1998.